domingo, 23 de novembro de 2008

Viagem Luanda - Huambo - Menongue e regresso ...2200 km de arrasar!

Com os primeiros raios do alvorecer surge a primeira picada.

Terminar este aldeamento é o objectivo.

Nada fácil lá chegar e regressar...esta estrada só tem 400 Km...pois!

As chuvas só agora chegaram e as pontes ainda estão transitaveis. Um carro de cada vez... uma boa recomendação.


Aqui os habitantes também madrugaram. Cada um sauda-nos à sua maneira.


É sábado. O banco parece estar fechado à muitos sábados.

Por todo o lado a natureza mostra a sua opulência.

Finalmente o asfalto. Paragem para lavagem dos carros e procurar almoço.


HUAMBO

...ainda vestigios da guerra.



De volta à capital...ainda 600 Km por diante.




Deixo os comentários para os visitantes.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A saga de Moisés

Vinha o cidadão Moisés a circular com o seu velho Toyota quando de repente se fura um pneu!

Sai do carro, tira o macaco e começa a mudar o pneu...

De repente, passa por ele outro cidadão e pára ali mesmo ao seu lado. Sai do seu BMW (ultimo modelo), pega numa pedra, parte o pára-brisas do Toyota e diz:

- Despacha-te seu bandido...rouba lá o pneu que eu roubo o rádio!!!

domingo, 9 de novembro de 2008

Did I dream? Afinal... Frank Zappa está vivo!!!

Algures...entre uma cidade e outra...

...aproximava-se a hora de almoço. E aí estava a grande surpresa...ELE está vivo!!!

Zappa...sempre a surpreender-nos!!!...Genial!!!

Uma edição especial só para amigos. Obrigado Francesco!

sábado, 8 de novembro de 2008

About Obama's election

BLACK WOMEN ALL OVER THE WORLD ARE SHAVING THEIR PUBIC HAIR IN SUPPORT OF OBAMA's ELECTION RESULT.

THEIR MESSAGE TO THE WORLD:

''READ MY LIPS - NO MORE BUSH''

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Continuação da saga do Jamba...

O irmão apanhou uma garrafa de plástico que tinha ali, e com um papel, meteu o lacrau lá dentro e fechou-a, enquanto a mulher e os filhos gritavam por socorro. Alguns vizinhos vieram a correr para ver o que se passava e ajudaram a meter Jamba dentro do carro do irmão, e seguiram para o hospital.
Felizmente, nas tardes de sábado o transito não era muito complicado quando comparado com os dias de semana. A viagem foi atribulada sim, mais pela aflição da esposa de Jamba que temia perder o marido assim, envenenado por um lacrau, e sem nada poder fazer.
Chegados ao hospital, Jamba deu entrada imediata nas urgências. O seu estado inspirava cuidados extremos. Rapidamente o irmão e a mulher informaram que o causador daquela situação era o bicho que estava dentro da garrafa.
Médicos e enfermeiros trocaram olhares de incredibilidade e de irresolução. Comunicaram aos familiares de Jamba, que ali no hospital nada havia a fazer – não havia antídoto para as ferradas daquele bicho.
A inoperância era total. Ninguém se mexia. É então que um enfermeiro mais velho, assistindo a todo aquele drama, aconselhou a que levassem o homem ali á praça, situada em frente ao hospital, onde estão as curandeiras que praticam a medicina tradicional.
– O quê? Hospital não tem antídoto prá lacrau? – interrogavam os colegas dele, sem querer acreditar no que acabavam de ouvir.
Não tinha mesmo, e Jamba continuava desmaiado.
Saíram do hospital e correram para a praça. O irmão carregando Jamba nas costas, e a esposa gritando que ele tinha sido mordido por lacrau – o bicho que ela levava na garrafa.
De imediato, duas mulheres começaram a analisar o corpo, debruçando-se sobre o local onde tinha ocorrido a mordida. Uma das curandeiras começou a esmagar o lacrau dentro de uma tijela, enquanto outra, utilizando uma lâmina de barbear, executava pequenas incisões nas costas dele, à volta do local onde o bicho tinha mordido. Dos incontáveis cortes efectuados, jorravam fios de sangue que escorriam pelas costas de Jamba. A outra mulher continuava a triturar o bicho, e juntando-lhe óleo de palma e outros líquidos, amassava a mistura e fazia uma espécie de rezas, completamente inaudíveis e imperceptíveis.
Em seguida, uma vez concluída a papa, untaram a ferida nas costas de Jamba. Subitamente, este começa com convulsões, contorcendo-se e rebolando de um lado para o outro como se estivesse possuído por uma estranha força. A pedido das curandeiras, vários homens seguraram e amarraram as mãos e os pés do Jamba, fazendo com que ficasse de costas para cima, de modo que a mistura se fixasse na ferida e provocasse o efeito pretendido.
No gabinete do chefe reinava um silêncio sepulcral, interrompido aqui e ali com interjeições de dor e angústia, e com exclamações de assombro e incredibilidade. Na face dos presentes instalou-se uma expressão de solidariedade e um olhar de resignação.
Graças às curandeiras, Jamba estava vivo, e em breve terminaria o muro em volta da sua casa.
Quem não era crédulo destas tradições e superstições, era o chefe:
– Vocês acreditam nisso? O que safou ele foi elas terem sacado o sangue envenenado! – exclamava com autoridade de chefe.
– O chefe pode não acreditar, mas essa gente cura mesmo – afiançava o Moisés, um dos colegas.
– Ah! Qual cura qual quê! É tudo superstição. Vais dizer que também acreditas em feitiçaria? Vais?
– Eu acredito – respondeu o Moisés – e vou contar um caso que aconteceu comigo à uns tempos atrás. Vocês lembram daquele Toyota velho que eu tinha?

(espero ter satisfeito a curiosidade dos prezados leitores....será que o Toyota também se safa?)
Texto original
Autor: João Carvalho

sábado, 1 de novembro de 2008

Visita à Barragem

Aqui o tempo não tem pressa nem pressão...

a cordialidade dos habitantes locais manifesta-se logo à chegada...

e, inevitalvelmente, algum comércio também lá se exerce...para alguns chega a sombra e uma boa conversa...
para outros é tempo de lavar as motorizadas, ou seja, tratar do seu modo de subsistência...o táxi de duas rodas!

Para outros é tempo de retiro espiritual, refrescar o corpo e a mente ao som das quedas da água...

a juzante, é lugar de lavagem. Aqui se cuida da limpeza das viaturas, lava-se roupa...

banham-se as crianças...

...felizmente, hoje parece que não apareceram jacarés...

Lavada a roupa, é hora de tratar do corpo...sem inibição

enquanto ao lado, co-habita uma singela lixeira. Dezenas de latas e garrafas de cerveja reflectem a grandiosidade da festa do ultimo fim de semana e de outros dias de calor e sede...

o equlibrio é indispensável, mas o treino parece ser muito...

e a água, essa lá corre pelos buracos que o tempo deixou fazer, e o cimento e a pedra não resistiram...

mas que o fogo conseguiu consumir.